Quando falta caixa, a primeira ideia de quase todo empresário é pedir um empréstimo. Só que juros altos, garantias e análise de crédito apertada fazem muita empresa pagar caro, ou simplesmente ouvir um "não" do banco.

Existe um caminho que pouca gente considera: o consórcio. Usado com planejamento, ele pode ajudar a preservar o capital de giro e, em alguns casos, virar uma alavanca para a empresa conseguir recursos com custo menor.

Como funciona o consórcio

No consórcio, um grupo de pessoas ou empresas paga parcelas mensais para um fundo comum, administrado por uma administradora autorizada pelo Banco Central. Todo mês, uma parte do grupo é contemplada e recebe uma carta de crédito para usar na compra de um bem: imóvel, veículo, máquina ou serviço.

  • Não tem juros. O custo é a taxa de administração, mais fundo de reserva e seguro, definidos em contrato.
  • Contemplação por sorteio ou por lance. Não há data garantida, mas o lance permite antecipar.
  • Parcelas planejadas. O valor é conhecido desde o início, o que facilita encaixar no fluxo de caixa.

Consórcio x financiamento: a diferença no custo

ConsórcioFinanciamento / empréstimo
Custo principalTaxa de administração (diluída no prazo)Juros mensais
Quando recebeNa contemplação (sorteio ou lance)Logo após a aprovação
Análise de créditoFeita na contemplação, para liberar a cartaFeita antes, para aprovar
Melhor paraCompras e investimentos planejadosNecessidade imediata

Por isso o consórcio não substitui o crédito para uma emergência de caixa. Ele funciona melhor quando a empresa planeja o uso do dinheiro.

Como o consórcio ajuda o capital de giro

1. Comprar sem tirar dinheiro do caixa

Trocar a frota, comprar uma máquina ou a sede própria costuma consumir o caixa ou exigir financiamento caro. Com o consórcio, a empresa paga parcelas planejadas e usa a carta para a compra, mantendo o dinheiro do dia a dia livre para fornecedores, folha e estoque.

2. Trocar juros por taxa de administração

Em muitos casos, o custo total do consórcio fica abaixo dos juros de um financiamento do mesmo valor. A diferença fica na empresa e reforça o capital de giro.

3. Patrimônio que vira garantia

O bem comprado com a carta (um imóvel ou um veículo, por exemplo) passa a fazer parte do patrimônio. Mais à frente, um bem quitado pode servir de garantia em linhas de crédito com garantia, que costumam ter taxas bem menores que o capital de giro comum.

4. Estratégia sob medida

Valor da carta, prazo, tipo de consórcio e uso de lance mudam completamente o resultado. Existe uma estratégia específica para usar o consórcio como alavanca de capital de giro, que depende do momento e dos números de cada empresa. Por isso ela é montada caso a caso, no atendimento.

Antes de contratar, fique atento:
  • A contemplação não tem data garantida. Lance aumenta as chances, mas não garante.
  • Confira a taxa de administração total, o fundo de reserva e o seguro no contrato.
  • Escolha uma administradora autorizada pelo Banco Central.
  • A parcela precisa caber no caixa durante todo o prazo, não só nos primeiros meses.

Vale a pena para a minha empresa?

Depende do objetivo, do fluxo de caixa e do prazo. Para empresas que têm compras ou investimentos previstos nos próximos meses, o consórcio costuma fazer muito sentido. Para quem precisa de dinheiro hoje, outras linhas podem ser mais adequadas, e às vezes a melhor solução combina as duas coisas.

O Grupo Seed trabalha com consórcio de imóveis, veículos e serviços por meio de administradora parceira, e analisa cada caso para mostrar se o consórcio é o caminho certo para a sua empresa. Veja mais na nossa página de Consórcio.

Conteúdo informativo. Contemplação por sorteio ou lance, sem data garantida. Taxas e condições são definidas pela administradora e podem mudar. Simulações não representam compromisso. O Grupo Seed é assessoria e consultoria e não é instituição financeira.